segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Da Síndrome de Estocolmo no Brasil em direção ao Grande Sol do Leste

A falta de um trabalho mais detido e aprofundado com o seu próprio lado sombra psicológico leva o ser humano a duas formas de patologia perigosas e difíceis de serem reconhecidas, mas que são bastante recorrentes e até mais comuns em nossas relações sociais do que se imagina, que são a dissonância cognitiva e a Síndrome de Estocolmo

A dissonância cognitiva pode resultar na tendência a negação de evidências e a outros mecanismos de defesa do ego para manutenção de uma crença mais obstinada, fazendo com que a pessoa tenha a reação de rechaçar crenças opostas e a contrariar mesmo o nível mais básico da lógica, podendo não querer enxergar evidências, distorcer percepções e até mesmo a desencadear algum nível de perda de contato com os fatos e a realidade.

Já na Síndrome de Estocolmo ocorre uma simbiose comportamental em que o oprimido passa a apresentar lealdade e até mesmo simpatia e afeto pelo seu opressor. Isso pode chegar ao ponto de levar a pessoa a uma visão distorcida daqueles que denunciam o problema e venham a oferecer ajuda, podendo passar a ser encarados até como opositores, já que a percepção da realidade da pessoa está subvertida. 

Se pensarmos nessas psicopatologias em termos coletivos vamos perceber que a relação mantida entre uma sociedade e um Estado repressivo tende a ser de dependência, onde um retroalimenta as demandas do outro, numa espécie de parasitismo social. Esse servilismo abre espaço para a manipulação e para a aceitação de medidas danosas sem maiores questionamentos, bem como, o rápido esquecimento ou uma indolência diante de acontecimentos tidos como repressores.

Podemos citar exemplos dessas disfunções comportamentais a partir de uma leitura da crise de valores que assola o Brasil e a captura pela sombra dos nossos princípios morais através dos direitos humanos que viraram direitos desumanos ou de bandidos, numa sociedade que se tornou protecionista com a brutalidade e excessivamente perdulária, tamanho é o grau de dissonância ou confusão a que está exposta e inconsciente a maior parte da população e, por consequência, nossas instituições que em sua busca pelo "politicamente correto" têm incorrido em verdadeiras incoerências, distorções e inversões de valores. 

Sequestre uma nação, oprima e acostume o seu povo com o cativeiro, mas também ofereça-lhe cuidados, regalias ou supostos programas sociais, torne assim milhares dependentes do Estado, principalmente os seus membros mais carentes, necessitados e fragilizados, que se contentarão e mais tarde se converterão em verdadeiros defensores de seus supostos benefícios e de seus próprios opressores ao invés de encararem todo e qualquer tipo de desafio ao seu desenvolvimento, a sua maturidade, a sua educação, ao acesso a um trabalho digno e a auto-responsabilidade. 

Quando o Estado ou qualquer pessoa adota a prática sistemática de oferecer qualquer tipo de benefício a alguém sem a devida composição de deveres, condições e responsabilidades, dada a ambivalência humana, acaba por reforçar perversamente o lado obscuro do beneficiário, infantilizando-o, ou incentivando a sua "coitadização", acomodação, vitimização, incapacitação, malandragem, preguiça, etc., enfim, toda uma dinâmica psicológica que vai contra a própria dignidade e o desenvolvimento do potencial humano do outro. Direitos e benefícios devem vir acompanhados de deveres e responsabilidades, ou não passam de medidas populistas, ou seja, falsa ajuda, paternalismo e assistencialismo, a incentivar a manutenção do atual estado das coisas e não o crescimento do outro e da nação, mas sim a sua dependência e servidão, retroalimentando àqueles que desejam se manter no poder.

Um Estado assistencialista e intervencionista demais gera uma cultura de submissão por meio de coerções ou distorções no mercado de trabalho que são contrárias ao crescimento psicológico e econômico de seus membros e sociedade. Quando o instinto de realização ou criação é incentivado nas pessoas, a liberdade e a criatividade se tornam os valores mais preciosos. Quando, ao contrário, o medo e a insegurança são insuflados, a dependência e a estabilidade surgem como os valores mais buscados.

Ao elevar as dificuldades para o surgimento de empregos para trabalhadores, ainda mais para os que carecem de acesso a educação e mais tarde de qualificação, o governo e a legislação trabalhista inibem a iniciativa privada, ao invés de conceder-lhes incentivos para que criem empregos e oportunidades. Afinal, não é contraditório onerar justo os empreendedores que podem ajudar a melhorar esse quadro para os trabalhadores? Assim, as agências reguladoras do governo atuam como cartéis restringindo o mercado, implementando agendas que interessam ao elitismo corporativista que consegue burlar tais mecanismos para se favorecer, ou então, para associar-se ao governo na criação de monopólios e oligopólios. Em sua própria dissonância cognitiva, nossos governantes vendem seu próprio pais e nação para servir aos seus interesses e aos dos donos de transnacionais, numa cadeia de servidão ao poder cujo ciclo parece circunscrever forças arquetípicas obscuras e sombrias que ensejam verdadeiros pactos faustianos

Nesse aspecto, o dito socialismo revolucionário que clama sempre por mais intervenção estatal não passa de um discurso demagógico. A tendência do socialismo é a coerção institucional por meio da qual se pretende que um órgão estatal planejador e onisciente se encarregue de todas as tarefas supostamente necessárias para se coordenar toda a sociedade, resvalando para o totalitarismo. Isso supostamente em oposição ao liberalismo econômico que defenderia o livre mercado capital, favorecendo os grandes conglomerados econômicos. Na prática, vemos o oposto, pois governos em conluio com corporações é que geram monopólios e oligopólios, centralizando o poder e explorando nações. Portanto, esses sistemas aparentemente antagônicos: capitalismo e socialismo, na verdade, vem sendo usados de modo falsificado para manipular os povos e deslocar o poder de coerção de um agente externo para o outro, mas sem a devida precaução com uma verdade interior expressa no histórico alerta do filósofo Friedrich Nietzsche de que "o poder é o demônio da humanidade" e que a sua concentração seja no estado ou no capital, nos retira a liberdade e torna-se desumanizante. 

A quem compete equalizar essas forças ou mediar essas relações de poder? A verdade é que nenhum regime funcionará sem uma educação para a consciência, sem o investimento em nossa dimensão interior e humanizadora. Nem mesmo a democracia, a república ou qualquer outro sistema. Só que essa talvez essa educação nunca vá ser oferecida por governos ou elites. Talvez precisemos mesmo é inventar uma conscienciocracia. Ou seja, o reconhecimento consciente de que, em sua essência , a educação não é um direito social. Fundamentalmente, educar-se é um dever de cada individuo. 

Fica a esperança de que nós, os reféns desses sistemas opressores despertemos cada vez mais e em maior número, nos dando conta da prisão em que voluntariamente nos colocamos. Afinal, um doente precisa admitir que está doente para buscar se curar. Convém que os viciados em punição queiram o tratamento para a sua própria liberação. É preciso querer se libertar de todo o deslumbre e apego ao poder que é também um vício pelo sofrer. Como diria Ítalo Calvino em sua obra "As Cidades Invisíveis":


"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço." 

Que possamos trilhar novos caminhos e orientar o nosso coração desde a Síndrome de Estocolmo no Brasil em direção ao Grande Sol do Leste, aquele que representa nas tradições espirituais, a visão de um mundo sagrado e a prática de uma sociedade iluminada, guiada para o amor.


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O mal-estar no Brasil em seu desgoverno das sombras como oportunidade de transformação


Se observarmos com atenção o contraste entre as politicas historicamente implementadas no Brasil, vamos perceber que os partidos são diferentes mas o desgoverno é o mesmo apenas com agendas ou modos aparentemente diversos de desgovernar, mas que sempre almejam um objetivo em comum, ou seja: gerar crises, tensões sociais e atender a interesses particulares ou de megacorporações.

Sim, todo o desgoverno é programado para gerar crises e lucros para poucos e não por imperícia, mas por vontade política, por falta de ética e consciência dos envolvidos. Porque enquanto você discute com o seu vizinho petista e o xinga de petralha e ele devolve o insulto te xingando de coxinha, uma minoria dominante já comprou os dois lados com financiamentos de campanha e se esbalda no poder lucrando com todo e qualquer tipo de crise, corrupção e troca de favores.

Tenho afirmado que para falar sobre a politica-econômica é preciso entender também de psicopatologia, principalmente sobre os conceitos de psicopatia e sociopatia, ou seja, sobre os valores deturpados que imperam nas sociedades e suas relações íntimas com o nosso comportamento e dimensão de interioridade profunda, principalmente com aquilo que negamos e não nos apropriamos, permanecendo inconscientes. É assim que abrigamos forças sombrias em nosso interior, cegos de nós mesmos, alheios ao fato de que quem não se confronta com a sua própria sombra, também não a reconhece no outro e é incapaz de saber posicionar-se apropriadamente frente aos ardis sociais correlacionados a lógica predatória das sombras, deixando-se ludibriar e sofrer voluntariamente. Ou conforme nos afirma o analista junguiano James Hollis:


"Muitos, hoje em dia, não se importam em examinar de onde suas vidas diárias são geradas; muitos não consideram o relacionamento entre a psique individual e os enredamentos sociais e políticos que nós tecemos; muitos não consideram como nossa própria psique se traduz e, até mesmo; transfere sua imagem para o cosmos. (...)Aqueles que não levam em consideração as implicações da alma humana dividida permanecem inconscientes e são, dessa forma, perigosos a si mesmos e aos outros. Aqueles que se importam em parar, olhar e perguntar por que, ficam cada vez mais afinados com a complexidade de seus próprios processos psicológicos; suas vidas tornam-se mais interessantes e eles tornam-se menos perigosos a eles próprios e ao outros." (James Hollis - A Sombra Interior - Por que pessoas boas fazem coisas ruins? -  pgs. 12-13)

A revolta das pessoas contra os desgovernos municipais, estaduais e federais no Brasil é justificada. Acredito que se vivêssemos num viés um pouco mais consciente e apartidário, o impeachment  e a demissão generalizada da atual classe politica, salvo raras exceções, seria um imperativo. Entretanto, o problema ainda estaria longe de ser resolvido, pois é sistêmico e muito mais amplo e arraigado em nossas estruturas psicológicas e sociais, tendo em vista que a corrupção é endêmica e, portanto, conta com a nossa licenciosidade diante dela. O fato é que temos sido seus cúmplices, mesmo que por omissão ou inconsciência, por não olharmos mais a sério dentro de nós mesmos e ainda não termos aprendido, nem encontrado novas formas de nos posicionarmos frente aos nossos direitos e deveres. 

Esse quadro obviamente não vai se modificar, enquanto permanecermos na mesmice de nossas reações e condicionamentos, que se alternam entre a apatia, o pessimismo, a revolta, a procrastinação, o vitimismo, a autoindulgência, a distração, apenas para falar de algumas das formas reativas mais comuns de "rebeldia inócua" frente a qualquer sistema. 

Não precisamos desistir do país, pois o momento é de transformar a crise em oportunidade de revisão a fundo de nossos modos de vida e valores. No Brasil, o próprio sistema político e os três poderes estão corrompidos pelo fato de que nossos valores estão invertidos e quando isso ocorre sistematicamente temos o quadro desolador atual onde o Estado é um imenso parasita sombrio a sugar a todos para manter as suas regalias, vantagens, auxílios disso e daquilo, bolsas isso ou aquilo, ajudas de custo esdrúxulas, dentre muitas outras indecências e imoralidades que numa sociedade mais justa e humanitária deveriam ser consideradas exploratórias, mas que aqui não parecem fazer corar nenhum político, juiz, desembargador, etc. O que transparece é que essas pessoas consideram natural gozar de todos esses benefícios muito acima dos reles mortais, como se fossem uma "realeza", semi-deuses, uma elite que ostenta privilégios muito além da conta no comparativo com outras categorias de trabalho, infelizmente, mostrando estarem lá muito mais inebriados por "poder" do que pelo compromisso com qualquer causa social ou popular, salvo raras exceções. 

E no entanto, onde estão àqueles dispostos a abrir mão dos "excessos" de privilégios para exercer qualquer cargo público? Essa orgia de privilégios para qualquer classe, ainda mais a política, dificilmente irá atrair para a politica pública gente comprometida com o "bem comum" pois o próprio regime aristocrático estabelecido é evidência irrefutável do contrário.

O Estado assim constituído serve a si mesmo e não ao povo. O Estado tem sido inimigo do povo e o nosso sistema de poderes da maneira como está organizado tende a atrair e a facilitar a chegada a postos de vital importância político-social a todo o tipo de demagogos, oportunistas, narcisistas, elitistas, corruptos, golpistas, sociopatas, psicopatas, megalomaníacos e prestidigitadores, atraídos que são pela lascívia e pelos deleites de estar no poder num país que tolera demais, diria até doentiamente, a luxúria, as imoralidades e ilegalidades de seus dirigentes.  

Na Suécia, tão comentada ultimamente como exemplo de sociedade mais organizada e civilizada, ainda mais se comparada ao caos social e ao estado de guerra civil ou luta de classes em que vivemos aqui no Brasil, foi implementado um sistema de equiparação salarial sem tantas discrepâncias entre o que recebem os diferentes trabalhadores, incluindo aí, a classe politica e os poderes estatais: executivo, legislativo e judiciário, que não regozijam de quaisquer excessos de regalias, benefícios extra ou penduricalhos em seus ordenados. Medidas preventivas foram tomadas para minimizar ou evitar justamente que sociopatas e psicopatas fossem atraídos ou chegassem ao poder para se locupletar, diminuindo assim as desigualdades e concentração de poder. 

Infelizmente, em nosso país tem sido ao contrário. Por aqui, os criminosos de colarinho branco infestam o poder público e privado, conforme mostram as operações Zelotes e Lava-Jato, de modo que as desigualdades só aumentam e com isso a taxa de criminalidade sobe, tornando a população refém da violência e da crise de valores que assola nossas instituições que digladiam-se em suas ideologias cheias de contradição, mostrando-se inoperantes perante o quadro de violência que tem se tornado cada vez mais aterrador, atingindo a todos nós pela total omissão ou conivência das autoridades políticas que só fazem aumentar e cobrar impostos cada vez mais abusivos para, em sua lógica perversa e malfeitora, em troca nos oferecer serviços precários de urbanização, segurança, educação e saúde, num crime de lesa aos contribuintes que tem permanecido impune em sua vil arbitrariedade. Cada vez mais precisamos pensar modos de exercitarmos nossa cidadania e buscarmos através de mecanismos legais, seja por ações individuais ou conjuntas, os nossos direitos na justiça contra o Estado, seja em nível municipal, estadual, federal e até recorrendo a organismos internacionais. Se o direito é para quem requer, vamos precisar sair do comodismo e da inércia e aprender a requerê-lo então.

Afinal, que tipo de dirigentes, lideranças e colaboradores nos três poderes instituídos, e ainda mais nos seus altos escalões, podem ser atraídos ou vir a se tornarem autoridades num sistema que está corrompido em suas bases, onde se pratica o auto-favorecimento inescrupulosamente, onde se vota pelo aumento dos próprios salários, entre outras velhacarias e proveitos ultrajantes? Que políticos teremos que escolher nas eleições se desde obscuros financiamentos de campanha só conseguem se destacar os candidatos e partidos com marketing ostensivo, ou seja, aqueles que mais devíamos desconfiar estarem se deixando corromper e se vendendo a grandes corporações da qual a mídia oficial é mero braço atuante? 

Enquanto isso nos ausentamos de nossas vidas pelo culto a celebridades, consumismo e outras miríades de distrações que essa mesma mídia oferece, além de seus valores distorcidos e sua hipnose de massa. E nós ainda aplaudimos isso ou simplesmente nos acostumamos a essa total inversão de valores em que feito desmiolados, acreditamos que ser rico ou milionário é ser bem-sucedido, onde a "ostentação" é moda e estilo de vida a ser seguido. 

"A disposição para admirar e quase idolatrar os ricos e poderosos - e para desprezar ou pelo menos negligenciar pessoas de condição pobre ou miserável - é a grande causa, e a mais universal, da corrupção de nossos sentimentos morais." (Adam Smith)

Ora, a desigualdade é inevitável, assim como as diferenças. No entanto, o que sou contra é a existência de grandes disparidades que podem gerar perigosas concentrações de poder e que não se justificam moralmente por lógica nenhuma que não seja a da ambição desmedida de alguns ou o buraco negro existencial da falta de afeto e humanidade que se encontre dentro de alguém, onde o poder só faz alargar o egocentrismo, se tornando desumanizador.  


Não há dinheiro ou poder que seja suficiente nesses casos, nunca houve e nunca haverá e, no entanto, em maior ou menor escala, as pessoas continuam acreditando nessa quimera, possuídas pelo desejo de possuir que na verdade as possui e as faz continuar acumulando posses, nem que para isso tenham que explorar os outros e consumir todos os recursos do próprio planeta em que habitam.

Precisamos de uma profunda reforma política no país que é antes de mais nada, uma reforma na consciência de cada um e de todos nós. Precisamos de gente mais disposta a assumir a responsabilidade e engajar-se em mudar a si e os seus fazeres para atuar socialmente ao invés de esperar por algum tipo de liderança salvadora nas próximas eleições ou ficar apenas reclamando, batendo panela ou fazendo greve e protestos. Algumas dessas práticas até são legítimas, mas têm se mostrado insuficientes, pois não são transformativas e logo tudo se repete... você não nota como ciclicamente se repete? Ainda não viu o suficiente disso? 

Precisamos ir além e nos refazermos sempre a partir de dentro a fim de buscar ações individuais e coletivas ou caminhos de reivindicação de direitos dentro e através das próprias imediações e instituições estabelecidas em que circulamos, pensando coletivamente e atuando localmente dentro de nossas possibilidades. Precisamos mais gente de ação e de menos reclamação, gente que acredite e trabalhe firme para se autoconhecer e encontrar novos modos de posicionamento para contribuir com a sociedade sem recair nos extremos condicionados da passividade e da irascibilidade. Podemos começar então saindo do automatismo comportamental em direção a autoconsciência que nos permite ser mais criativos, lúcidos e atuantes, fazendo a nossa parte para a mudança que queremos ver a nossa volta e em nossas vidas e que começa sempre pelo nosso interior.